É meia noite agora enquanto escrevo e espero que meu pagamento tenha caído em minha conta, porque o mundo real é caro e precisa ser pago e no final das contas é isso, sou um pai de família e mantenho uma casa.
Mas há um mundo, dentro de cada um, dentro de todos nós, que pode ser acessado gratuitamente, bastando usar a chave ou as chaves certas.
Cada um tem as suas chaves: sexo, uma palavra de rancor, um gesto admirável, um olhar, uma aflição ou talvez uma música.
A cura para as aflições da vida durante muito tempo foi para mim A Cura, ou seja a banda The Cure, banda dos anos 80 formada na nevoenta Inglaterra, que tem Robert Smith, como um ícone de um década.
Meu amor discorreu brilhantemente sobre isso em seu novo Laboratório, mas não posso deixar de dizer como é emocionante redescobrir sua própria história através da música do Cure, depois de tanto tempo.
Atemporal é algo que nos emociona, ainda que não alcance a todos da mesma forma.
E novamente o Cure me lança fora desse mundo real, para dentro de um mundo irreal porém verdadeiro. E além de me afetar em meu mundo submerso, suas músicas ainda estão me fazendo redescobrir o amor pela própria música em si, que estava dessintonizado.
Eu mesmo já havia tocado nesse assunto, tratando da jornada que a música nos proporciona. Após ficar soterrado na realidade e suas diabruras, contas, dúvidas, dívidas, concessões e tristezas, aos poucos eu vou reencontrando novamente as chaves do meu próprio interior. Muitas canções do Cure me guiaram por dentro de minha memória, minha história, repleta de erros e acertos, dores e alegrias, aprendizado e descoberta.
É como sair do mundo para mergulhar em si mesmo, neste e fora desse mundo, com sua transitoriedade, suas dúvidas, seus equívocos rumo à grande viagem.
FORA DESTE MUNDO
Quando nós olharmos para trás para tudo
Como eu sei que faremos
Você e eu, olhos arregalados
Eu imagino…Nós realmente lembraremos
Como é se sentir vivo assim?
E eu sei que nós temos que ir
Eu percebo
Nós só conseguimos ficar muito tempo
Sempre temos que voltar para as nossas vidas reais
Onde nós pertencemos
Onde nós pertencemos
Onde nós pertencemos
Quando nós pensarmos de volta para tudo isto
E eu tenho certeza que iremos
Eu e você, aqui e agora
Nós vamos esquecer o jeito que realmente é
Por que sentir assim
E como?
E nós sempre temos que ir
Eu percebo que nós sempre temos que dizer adeus
Sempre temos que voltar para as nossas vidas reais
Mas as vidas reais são a razão do por quê
Nós queremos viver outra vida
Nós queremos sentir outra vez
Outra vez…
Sim outra vez
Para sentir outra vez…
Quando nós olhamos de volta para tudo
Como eu sei que faremos
Você e eu, olhos arregalados
Eu imagino…
Nós realmente lembraremos
Como é se sentir vivo assim?
E eu sei que temos que ir
Eu percebo que sempre temos que voltar
Sempre temos que voltar para as nossas vidas reais
Mas as vidas reais são o por quê nós ficamos
Por um outro sonho
Um outro dia
Por um outro mundo
Um outro caminho
Por um outro caminho…
Uma última vez antes que acabe
Uma última vez antes do fim.. Uma última vez antes da hora de ir de novo…
T§



2 respostas so far ↓
Gabs // Abril 4, 2008 às 2:57 pm
Essa música mexe muito comigo.
Talvez pq traga de volta a angústia que eu sentia em viver sem ter você
E ter que me contentar com “momentos”…
Hoje vivemos juntos, e essa música não faz mais sentido…
Mas certas músicas são como cicatrizes: servem para nos lembrar de que o passado foi real.
Te amo
Samantha Abreu // Abril 12, 2008 às 1:49 pm
The Cure me tráz lembranças desde a adolescência. Lembranças boas e ruins que, no final, quando são só lembranças, acabam ficando boas tbém.
Vê como a adoro Robert e esses caras….
Um beijO!
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