Esse é o Brasilzão que quer sediar Copa do Mundo e Olimpíadas:
Cleudete Nilza Sagrilo, acusada de prática de trabalho escravo em suas três fazendas em Baianópolis, a 833 quilômetros a oeste de Salvador foi condenada a a três anos, quatro meses e 15 dias de reclusão.

Trata-se da primeira condenação pela acusação de trabalho escravo no Estado.
Há três anos o Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) identificou “condições degradantes e humilhantes de trabalho” de 21 operários – entre elas duas crianças, de 6 e 9 anos, e uma adolescente de 15 – das Fazendas Santa Clara, Progresso e Esperança. Os trabalhadores foram “empregados” em carvoarias destinadas à produção de carvão vegetal e eram submetidos a jornadas desumanas de trabalho, sem descanso semanal. Sem receber um salário era cobrada a parca alimentação oferecida com valores fixados pelos empregadores. Os trabalhadores escravizados também eles dormiam no chão, não tinham água potável para consumo, nem condições de higiene básicas e espaços adequados para preparação das refeições.
E ai a vergonha: como a pena estabelecida não foi superior a quatro anos, a condenada não é reincidente em crime doloso e não há indícios de uso de violência contra os trabalhadores, o juiz substituiu a pena por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas “conforme suas aptidões”.
O prazo do pagamento da pena é o mesmo que Cleudete teria de cumprir de prisão. Escravizar no Brasil ainda é fácil.
T§




1 resposta Até agora ↓
Jennifer // Novembro 26, 2008 às 7:34 pm |
EU NÃO ACEITO ISSO COM AS CRIANÇAS!